Sessão dupla

(I’m back, folks!)

Fazia um certo tempo que eu não ia ao cinema. Como havia feito uma maratona para poder assistir ao último Harry Potter nas telonas, dei uma esticada e fiz uma sessão dupla. Claro que só fiz isso porque o filme que vinha depois era do genial Woody Allen. Nem preciso dizer que não me arrependi de passar quase quatro horas dentro do cinema.

Mas deixem-me falar um pouco de cada filme.

Harry Potter e As relíquias da morte – Parte 2

Confesso que minha opinião a respeito da série de filmes Harry Potter sempre foi preconceituosa. Eu havia assumido que a história era bobinha, típica juvenil. Talvez o primeiro filme seja, mas à medida que eu ia assistindo aos outros filmes da série ia me envolvendo com a história e com os personagens. Harry Potter me traz aquela sensação nostálgica de bons filmes de aventura com um toque de fantasia típicos da Sessão da Tarde, como Krull ou O Feitiço de Áquila. Além disso, a história é de certa forma ousada, apesar do maniqueísmo previsível do final. Mas o importante não é saber se Harry Potter derrota ou não Lorde Voldemort, mas sim como ele deve o fazer. E nesse quesito – o do “comofas” – o oitavo filme da série vai muito bem. Na verdade, para mim a série cresceu junto com seus personagens, do bobinho primeiro à tensão do último, dividido em duas partes. Para quem tem pé atrás com a série, como eu tinha, aconselho que vá na fé, assista os oito filmes e depois veja se também não mudou de ideia.

Meia-Noite em Paris

Não é novidade que eu sou fã de Woody Allen. E o véio não me decepcionou. Meia-noite em Paris me deixou extasiado em todo o tempo das quase duas horas de exibição. Pudera, Woody Allen mistura literatura, arte, cinema e uma Paris nostálgica, dos círculos intelectuais do início do século XX. Grandes figuras do cinema e das artes ganham vida diante de um escritor novato cheio de dúvidas a respeito de seu próprio trabalho, que alimenta um medo de se “acomodar” com o dinheiro fácil vindo de roteiros bobos que Hollywood compra. Além da identificação que tive com o personagem de Owen Wilson, também tenho outro elogio ao ator (que nunca me agradou muito): ele fez o papel de Woody Allen muito bem. Isso mesmo, o personagem principal nada mais é que a mesma figura recorrente em muitos filmes do diretor, os quais ele próprio estrelou. E Owen Wilson merecia um Oscar por ter representado tão bem o personagem Woody Allen. Não tenho dúvidas de que assisti a um dos melhores filmes de Woody Allen. É claro que ter um conhecimento em Literatura Americana e História da Arte ajuda bastante para se ter um entendimento maior do filme. Talvez por isso, na saída do cinema um homem disse que esse era o filme mais chato que ele já havia visto. Minha reação foi rir. Rir sozinho, como em muitas partes do filme eu havia feito. God save Woody Allen!

Dois ótimos filmes, de estilos diferentes, maximizados pelo fato de que cinema é uma experiência diferenciada, única. Há muito não me divertia tanto numa sala de cinema.

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