Um ano sem Lost…

The End, o episódio final de Lost, foi ao ao ar em 23 de maio de 2010. Devido às restrições naturais, devo ter visto o episódio duplo alguns dias depois. Dia 31 de maio de 2010, escrevi aqui a respeito do meu sentimento acerca do final da série. Hoje, 07 de junho de 2011, volto a escrever sobre essa série que deixou uma lacuna no coração dos seus fãs.

O enigmático logo de Lost. Inesquecível!

A verdade é que, para mim, Lost foi mais do que uma simples série. Lost foi uma experiência. E assim, acredito que foi para todos aqueles que assistiram à série. Confesso que eu peguei o bonde andando: só comecei a acompanhar a série, de fato, a partir da quarta temporada. Imaginem quantas discussões/teorias/pesquisas eu perdi nesse meio tempo.

Sim, porque para quem não sabe ou não é familiarizado com Lost, a série não se limitava ao conteúdo que passava na rede americana ABC. Para “entender” Lost na sua complexidade, considerando que isso fosse possível, era preciso buscar vídeos postados pelos produtores no Youtube, pesquisar na calejada Lostpedia, particpar de games online de realidade virtual, entre outras coisas. E era nisso que residia a experiência.

Além da qualidade dos episódios, que nos deixava apreensivos e ansiosos pelos capítulos seguintes, as teorias que se desvelavam, juntamente com as pistas deixadas na obscuridade – tanto na internet quanto em piscou-perdeu dos episódios – envolviam a série numa aura de mistério e ao mesmo tempo de dúvida. Saber quem era o monstro de fumaça, ou quem era Jacob não foi tão realizador quanto especular sobre, teorizar acerca. Muitas perguntas ficaram sem respostas, sim, e daí? Assim como o célebre poema de Kavafis, não é o fim que importa, mas a viagem. Assistir à Lost era tornar-se, citando o poeta, “rico de quanto ganhaste no caminho”.

E Lost se foi, hoje já há mais de um ano. E nenhuma série ousou ser tão ousada (com o perdão da redundância) quanto a da famosa ilha. Nenhuma série nos faz discutir ferverosamente no MSN ou em fóruns; ou nos faz assistir a um episódio prestando atenção a todos os detalhes, pois pode haver algo escondido; ou nos faz procurar pistas pela internet afora. A lacuna persiste. Quem sabe daqui a algum tempo, apareça uma nova Lost – há Fall Season suficientes para tanto.

Enquanto isso, só nos resta seguir o conselho dado pela série, ao seu final: Let it go!

Anúncios
Esse post foi publicado em Opinião, Resenhas e marcado . Guardar link permanente.

6 respostas para Um ano sem Lost…

  1. Nã, nã, nã…eu cansei quando os diretores declararam que não sabiam como terminar…não que tudo tenha que ter um final “quadradinho”, (Lynch e sua Laura Palmer…), mas minimamente uma linha explicativa para que o espectador nao fique a mercê de “qualquer coisa”. Daí, o culto é maior/melhor do que a qualidade da série (?) Não Paulinho, não quero ser um desmancha prazeres – até acho que Lost é a priimeira série que soube usar/ousar outras mídias para se apoiar (aumentar o culto?) – mas esse lance prafrentex tem limite…o limite da história ser contada “de verdade”. hehehehehehe me sinto um velho conservador escrevendo isso…vou lá assitir minha terceira temporada de “Em Terapia” antes de encarar um seriado histórico [arghhh] Os Bórgias!
    abs

  2. prolmedo disse:

    Olha, eu acompanhava as entrevistas dos produtores direto (sedento por dicas, hehe) e não lembro de eles terem dito que não sabiam como acabar. Pelo contrário, eles sempre disseram que desde o início já sabiam como iriam terminar a série. Eu acho que era balela, mas realmente ele puxaram coisas da primeira temporada na última, então alguma ideia de como terminar eles tinham. E acho que a história tinha uma linha e até foi bem contada. Minha única ressalva – e talvez isso não seja culpa dos produtores/roteiristas Damon Lindelof e Carlton Cuse – é que a série podia ter sido terminada antes e algumas “viagens” evitadas. No mais, curti as inovações tanto no formato roteirístico – o clichê do flashback sendo reinventado, os crossovers, flashforwards e, até, os flashsideways – quanto no uso das mídias. Mas eu sou suspeito pra falar porque, de fato, sou fã da série. 😀
    Bórgias na visão do Milo Manara eu gostei muito, agora na série da HBO ainda não tive coragem de me aventurar, prefiro ver Game of Thrones…

  3. Pois é chê, reconheço mesmo que Lost inovou “pacas” em termos de como narrar…em edição mesmo, tornando a coisa muito atraente e o no uso das mídias nem se fala…é AL e DL. hehehehe. Mas quanto aos Bórgias, bem, acho que tem bom resultado graças ao Jordan e ao Jeremy Irons que encontrou um nicho de atuação (como tantos outros) que o cinem nao fornecia mais…s´opor ele ja ta valendo. Mas relutei um pouco pq depois da quele Tudors é brabo…sei que tem gente que curte muito, mas aguentar o Henrique VIII atético é demais para quem se formou em história…hehehehehe

  4. Rody Cáceres disse:

    Não vi e não verei, mas posso fazer um comentário; o mesmo que fiz na postagem de 2010: O final de Lost demonstra a imensa fragilidade das grandes obras do nosso tempo.
    O final de Crime e Castigo também é decepcionante, porém Dostoiévski não deixou lacunas, cumpriu com maestria a proposta… Não sei, Paulo. Não sei! No final, Lost cumpriu o seu papel: Distrair a população mundial enquanto os E.U.A invadia o Iraque…

  5. prolmedo disse:

    Mas se tu for pensar assim, tudo é distração, até a Literatura. E não sei se é fragilidade, mas não há dúvida que as obras pós-modernas (se assim podem ser chamadas) tendem a incompletude…

  6. Pingback: PROMOÇÃO RELÂMPAGO – Aos fãs de Lost… | Vida Irreal

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s