Calem a boca, Galvões!

“Ééééé, amigo, não tem mais bobo no futebol hoje em dia” (Galvão Bueno)

“Haaaaaja, coração!” (Galvão Bueno)

O "timaço" da RBS e seus "craques".

É notório, e todo brasileiro com o mínimo de inteligência sabe, que o maior ícone da narração esportiva do Brasil é um chato de galocha e puxa-saco de primeira. Tanto que, há época da Copa do Mundo, nosso conterrâneos foram criativos ao ponto de criar a campanha “Cala a boca, Galvão“.

Curiosamente, aqui no RS temos uma vasta gama de figuras que poderíamos criar campanhas similares. Começando por nosso folclórico narrador Paulo “Tudo Belezinha?” Brito e passando por nossos “excelentes” comentaristas.

Paulo Brito é figura lendária. Lembro dele narrando Gauchão na metade final dos anos 90. Não lembro se na época ele já largava um “Feitoooo!” quando saía gol, mas tenho certeza que algumas frescuras (como o “Bah” e o “Tudo Belezinha?”) são recentes. Talvez depois que ele entendeu que era (ou forçou pra ser) folclórico. Mas o nobre narrador continua confundindo jogadores, errando nomes, confundindo clubes e com uma extrema dificuldade em lógica (tipo, levar o segundo cartão leva ao vermelho, tá?).

Mas é quando abrimos o leque dos comentaristas é que a fauna diversificada faz a festa. Em primeiro lugar, Batista. O ex-jogador da dupla Gre-Nal e parceiro de Falcão nos tempos de Inter podia jogar o fino em sua época de atleta, mas com o microfone na mão tá mais para um Beto Fuscão da vida. Atrapalhado, muitas vezes gago, é o rei do óbvio ululante. Às vezes, resolve contar histórias do seu tempo, o que é divertido, mas esquece de guardar as devidas proporções entre uma época de vagas magras e outra em que mal o jogador aparece na TV, já pensam em vendê-lo (quando ele mesmo não pensa em se vender).

Seguindo o caminho, temos o verborrágico Mauricio Saraiva, repórter por muitos anos da crônica esportiva gaúcha. Saraiva tenta a todo custo emplacar uma prolixidade atenuente à desenvoltura do nosso esporte bretão. Acaba sendo mal entendido pela maioria, às vezes ele mesmo não se faz entender, perdido entre metáforas e figuras de linguagem profundas como uma sanga. Como entendedor de futebol, fica no meio termo, não chega a ser tão ruim a ponto de se odiar, mas falta muito para ser um bom conhecedor. Acaba usando seu pedantismo (sim, é isso que ele acaba se tornando) para se diferenciar.

 

Mesmo tímida, Saraiva já tem sua própria campanha.

Porém, o mais grave vem agora. Há algumas semanas, a querida RBS incorporou mais um comentarista para seu time de primeira linha: Diogo Oliver. Eu já detestava a coluna dele no ClicRBS (que não por acaso se chama “No Ataque”), agora tenho que aturá-lo nas escassas narrações de jogos do Grêmio. Diogo faz o sensacionalismo esportivo, sim porque para jornalismo está longe. São situações aumentadas, crises criadas, factóides, difícil não ver que o exagero está ali presente. No jogo do fim-de-semana canonizou o menino Leandro e o alçou a futuro participante das Olímpiadas de 2012. Menos, Diogo, bem menos.

Ou seja, o time da RBS deixa a desejar, especialmente na parte dos comentários. O que deixa uma dúvida: quem é o treinador, ou seja, quem escala esse time? Batista, um ex-jogador de sucesso, e Maurício Saraiva, um repórter que batalhou para chegar ao status de comentarista, até se entende. Mas e o último? Segundo a legislação – após briga feia – não é preciso ser jornalista para ser comentarista de futebol, e nas minhas andanças pela internet já vi muita gente que dá de relho na maioria desses comentaristas. Sendo assim, por que a RBS não garimpa por aí talentos, heinhôôôôôô Batistááááá?

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4 respostas para Calem a boca, Galvões!

  1. Havyner disse:

    Descrevesse o Saraiva da forma que eu sempre quis mas nunca consegui! O Oliver é ruim mesmo, mas ainda não criei uma opinião com ele. Se já tivesse encerrado o caso, provavelmente concordaria 100%, como foi o caso do restante do post.

    Tem um cara, que eu não sei o nome, que eles tem usado agora, mas com mais frequência na Sportv/PFC pra jogos daqui. É um cara quase sem voz, de tão rouco. É terrível.

  2. Julian disse:

    Dae Paulo, vi tua ‘propaganda’ no tópico da comunidade e vim conferir! =]
    Che que baita texto esse, hein ô! Eu nunca gostei da transmissão da RBS, na verdade não gosto nem da emissora no geral. Eu gosto de assistir só porque sou bairrista 😀 e porque dou umas risadas com o Paulo Brito. O Saraiva pra mim é um amontoado de palavras metidas à difíceis e sem nexo (que vá comentar carnaval). O Oliver só conheço da coluna (ainda não assisti) – e mesmo assim poucas. Li algumas e parei!
    Che, parabéns pelo Blog. Voltarei mais vezes!
    Abraço!

  3. prolmedo disse:

    Opa, obrigado pela audiência, Julian. Seja bem-vindo a visitar e opinar, claro. Abraço!

  4. Pingback: Do Olé ao Zé | Vida Irreal

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